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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Orgasmo: a coisa mais brochante do mundo


Vou te fazer uma pergunta aqui no início do texto e você me responde lá embaixo, no final. Beleza? Lá vai: qual a parte mais foda no “fazer sexo”?


Nós homens somos incentivados desde cedo a fazer jorrar litros e litros de esperma nas páginas das revistas masculinas, assistindo vídeos pornô ou fantasiando com as gostosas que vemos por aí. O incentivo vem de várias frentes, mas a principal é o que vem dos hormônios. Sentimos necessidade de fazê-lo, não é por ... malícia, sacanagem, ou seja la o que for seu pensamento a respeito. Para melhor compreensão, meninas, digamos que o impulso de vontade que nos leva a tal ato é o mesmo que as levam a comer chocolate mesmo sabendo que vai engordar. Entendeu?


A coisa é tão forte que até você realmente transar com uma mulher, aquele é o estímulo mais verdadeiramente sexual. Gozar é o prazer supremo, a razão para ignorar qualquer coisa que não seja aquela “pequena morte”. Até que um dia… conhecemos o sexo com outro ser que não a nossa mão.

 “Mas qual é a grande encanação com o orgasmo? Não é o grande objetivo do sexo?” Opa opa epa! Calma lá, cocada. Teu objetivo no sexo é o orgasmo? Puro e simples? É o gozar? Gozar você goza fácil, de qualquer jeito. Batendo uma é o jeito mais comum, não? E o jeito mais estúpido também. Mas o gozo, no meio do sexo, no meio da dedicação exclusiva a outra pessoa que não você, é estúpido e brochante.

Tá achando o papo meio torto demais? Explico: o que diabos você faz depois de gozar? Todo o seu corpo já se esforçou para fazer o sexo mais que bem feito, para satisfazer você e através disso a outra pessoa (ou você faz sexo para satisfazer o outro? olha que isso é masoquismo, hein?), para ejacular, que o que você quer agora é um descanso, é bater um papo, é ir pra sala e ver uma tevê, tomar uma cervejinha - tudo, menos sexo. Aquela sedenta vontade que você estava segundos atrás simplesmente se esvai, literalmente desaparece - sorte daquele que consegue manter-se em pé ainda.

O gozo acaba com a festa, brocha a empolgação da sua parceira (isso sem considerar que uma empolgação mais afoita pode te fazer gozar antes do tempo… e deixa-la na mão) e lhe deixa cansado para uma segunda rodada. Ou você é o Romário e dá três sem tirar de dentro? Sei…


No menos, pensa bem: o momento do gozo pode até ser uma explosão sem fim, pode até ser o motivo da sua mulher lhe fazer um café da manhã reforçado no dia seguinte, pode até ser responsável por um sorriso inabalável de “caralho, que noite foda”, mas nada tira a graça da comunhão que é passar horas se misturando e confundindo com outra pessoa na cama, repetindo orgasmos sem a ejaculação – as mulheres podem gozar quantas vezes quiserem  ;-)


Gozar é a menor das coisas no sexo. Vale todo o esforço, até quando a lubrificação natural acabar, mas a empolgação não. O orgasmo, possível de outras maneiras que não com o jorro de esperma, é “permitido e incentivado”. Perder o foco no que é realmente importante, não.

E aí, responde pra gente: qual a parte mais foda no “fazer sexo”?

Adaptado: papodehomem

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